Segue abaixo um texto bem sintético sobre a evolução da EaD.
Boa leitura!
Hugo
A história da EaD
Na sua história, a EAD teve diferentes estágios ou gerações. A primeira
geração caracterizou-se pelo estudo por correspondência, cujo meio de
comunicação era o material impresso, geralmente um guia de estudos com
exercícios escritos e outras tarefas enviados pelo correio. Muitos dos cursos à
distância espalhados pelo mundo ainda são conduzidos por correspondência.
A segunda geração da EAD iniciou-se nos anos 1970, com a criação das
primeiras Universidades Abertas. As Universidades Abertas utilizaram uma visão sistêmica na implementação do projeto de educação a distância. Usaram recursos de instrução por correspondência e transmissão de material gravado através de rádio e televisão e envio de videotapes. Os recursos utilizados pelas Universidades Abertas representaram uma transição para o surgimento da terceira geração de EAD. Aos materiais dos cursos, transmitidos por TV ou enviados no formato de videotape, somou-se a interação através de telefone, satélite, cabo ou ISDN.
A partir da década de 1990 emerge a terceira geração de EAD, baseada em
redes de computadores, recursos para conferências e multimídia. A EAD entrou em um terceiro momento histórico que permite a universalização do aprendizado como conseqüência dos avanços tecnológicos. As novas tecnologias de informação e comunicação são recursos que podem ser interligados a vários campos da educação.
Hoje já se considera uma quarta geração de EAD, caracterizada pelo uso de
banda larga de comunicação, que permite estabelecer e manter a interação dos participantes de uma comunidade de aprendizagem com mais qualidade e rapidez.
Em função das tecnologias adotadas para a transmissão da informação, a
evolução do ensino a distância pode ser dividida em três fases ou gerações:
textual, analógica e digital.
Geração textual (1890 a 1960)
A EAD tem suas origens no final do século XIX com a criação, em diferentes
países, de instituições que ofereciam cursos por correspondência. Tratava-se,
fundamentalmente, de atingir um setor da população que não tinha outra forma de acesso à educação por razões geográficas, por falta de escolas próximas, ou por outras impossibilidades.
Nesse primeiro momento da EAD realizava-se o ensino por correspondência
com escassa ou nenhuma interatividade entre as partes. Entre os países que mais a impulsionaram estão a União Soviética, a Alemanha, a Grécia, a Inglaterra, os Estados Unidos, seguidos da Austrália e da América Latina. Era baseada numa atitude isolada de auto-aprendizado apoiado apenas por materiais impressos.
Geração analógica (1960 a 1980)
A segunda geração apareceu após a criação da Universidade Aberta (
University
A grande marca dessa segunda geração foi um novo modelo de EAD, não
mais centrado apenas no envio de materiais impressos por correspondência, mas combinando-o com reuniões, encontros presenciais, sessões periódicas de tutorias e emissões radiofônicas. Além disso, o modelo proposto era respaldado por uma instituição pública que expedia a titulação oficial.
O surgimento da Open University influenciou muitos outros países, que
adaptaram o modelo institucional e pedagógico dessa instituição. Desse modo, apareceram outras Universidades e Centros em países como Alemanha, Paquistão, Israel, Canadá, Austrália, Costa Rica, Venezuela, Japão, Índia, Irlanda, França e Espanha. As universidades abertas nesses países também se basearam no modelo de auto-aprendizado com tutoria e suporte de áudio e vídeo.
Geração digital
A terceira geração traz novos paradigmas para a educação. Caracteriza-se
pela inserção das novas tecnologias de informação e comunicação baseadas em redes de computadores.
O baixo custo e o alto grau de interatividade dos computadores ligados em
redes possibilitam diferentes formas de distribuição e acesso às informações,
imprimindo um novo ritmo à educação. É cada vez mais comum a utilização de
recursos interativos - como correio eletrônico, bate-papo e videoconferência - para promover encontros virtuais entre os professores e os alunos.
Essas novas tecnologias possibilitam ao indivíduo acesso a uma educação
global, em que a inovação e a descoberta são etapas fundamentais do processo de aprendizagem.
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